Biografia do Fundador


P. JOSÉ MANUEL ROCHA E MELO

Nascido em 16 de Abril de 1924 em Lisboa (freguesia da Lapa), fez os seus estudos liceais no Colégio das Caldinhas (Instituto Nun’Alvres).Terminado o Liceu e, já sentindo a vocação à Companhia de Jesus, acabou primeiro por ingressar no Instituto Superior Técnico, onde se formou em 1948. Veio a ingressar na Companhia de Jesus, no dia 18 de Março de 1949, véspera da Solenidade de S.José, de quem foi sempre grande devoto. Fez os seus estudos de Filosofia em Braga e os de Teologia em Espanha. Recebeu a ordenação sacerdotal no dia 30 de Julho de 1959, véspera de S. Inácio de Loiola, e proferiu os seus últimos votos no dia 5 de Novembro de 1975.

A sua actividade apostólica revestiu-se de um plurifacetismo sem medida: Universitários, Equipas de Casais, Comunidade de Vida Cristã, além de contactos particulares com pastores da Santa Igreja, como bispos e sacerdotes , sobretudo através dos Exercícios Espirituais que orientava continuamente. A Rádio Renascença foi também uma instituição onde o P. José Manuel , como Assistente Religioso, se tornou conhecido pelas suas “Notas de Abertura”. Durante uma década, fez também parte da equipa de sacerdotes que celebravam a Eucaristia transmitida pela Televisão (RTP).

De 1961 a 1979, viveu no Colégio São João de Brito, tendo desempenhado várias funções:  subdirector, administrador, orientador espiritual e reitor. Foi durante este período que, sensibilizado por toda a mudança de populações desalojadas para a Quinta da Musgueira,  juntou à sua volta grupos de alunos mais velhos do Colégio, antigos alunos, pais e mães de alunos e uma quantidade de pessoas generosas que muito o apoiaram, contribuindo assim para o nascer do que veio a constituir o actual Centro Social . É por isso que o consideramos como nosso fundador.

Ainda por completar 60 anos, o Senhor chamou-o à sua presença no dia 16 de Dezembro de 1983, depois de doença prolongada e sempre vivida com muita edificação diante de todos  os que com ele contactaram. A sua partida para a eternidade causou grande consternação principalmente em Lisboa, mas não só. No seu funeral, pôde verificar-se o grande apreço de todas as camadas sociais e, em particular, de muitos habitantes da sua “querida Musgueira”.